segunda-feira, 19 de julho de 2010

Descubra pq a paixão é cega, mas o amor, nem tanto...

Sabe qndo nos apaixonamos? passamos os dias pensando na pessoa amada, como João pensa por Laura: nos lugares q quer ir com ela, nas músicas que ela gosta, no que dirá quando encontrá-la e etc. Basta ver o olhar de João, que percebemos o quanto ele é apaixonado e fiel. Cientistas da Universidade da Flórida (EUA), descobriram recentemente pq é impossível João trair Laura: a paixão torna o cerébro incapaz de prestar atenção em outros rostos bonitos, o que então, inviabiliza a traição.

Tem a explicação para o brilho dos olhos, a falta de atenção do mundo, o encantamento, a insônia, o olhar aéreo consequentes da paixão: o cérebro do apaixonado tem altas concentrações de dopamina, que produz a sensação de FELICIDADE, e a norepinefrina, que assemelha-se a adrenalina, reponsável pela aceleração do coração e pela excitação.

“A pessoa apaixonada está bioquimicamente focada no objeto de sua paixão. O apaixonado não só não olha para outra pessoa, como não percebe se tem alguém olhando para ele”, explica a psicóloga Mônica Portela, professora do Centro de Psicologia Aplicada e Formação do Rio (CPAF).

Descobriu-se que os que~amam, não são, necessariamente tão fiéis. “Com o fim da paixão, a pessoa percebe que o que ela imaginava não era real. E acaba olhando para o lado. Essa busca acaba a levando a encontrar alguém que pode não ser o suficiente para fazer com que ela deixe o namorado, mas que também tem características que interessam. Então, se cumpre a promessa de ‘até que a morte os separe’, mas com uma história paralela” diz a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora do Projeto Sexualidade do Instituto de Psiquiatria da USP.

De acordo com uma pesquisa americana, 113 mulheres e homens foram expostos a fotografias de pessoas bonitas e outras normais. Voluntários apaixonados escreveram, antes de ver as imagens, um texto sobre suas paixões. A outra metade fez uma redação sobre felicidade. Em seguida, as fotos foram exibidas e os olhos dos voluntários, monitorados por um computador. Os apaixonados não fixaram os olhos nos rostos bonitos. Com as imagens de pessoas comuns, não havia diferença na reação. “A paixão deixa a pessoa tão obcecada quanto uma droga. Ela fica num estado de torpor, de encantamento. Por isso não consegue ver nada à sua volta. E nem pensa em traição porque, para ela, aquela pessoa basta”, explica Carmita.

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